Ciclo de Poesia Falada - Ao que Sopra - poema de Carlos Roque
Dizem-me vento
e me querem brisa
trago
dentro do corpo negro
um rumor
estranho e algébrico
inverso ao coração
e sei
fora dos limites estipulados
que sou fúria
tempo irresoluto
e uma porção medida
copo d´água
meio cheio meio vazio
ao completo estranhamento
de tempestade
fomentando ao grão primeiro
veias aortas pulmões
tique-taques descoordenados
e traqueias alheias
ao que todos verão
bestificados
o nascer dos relâmpagos
rasgando o peito
a casa abandonada
e o meio da noite.
Sempre quando ouço as palavras Valdir e Poesia, me sinto pronto para vivenciar uma experiência de amor e alegria em torno do verso.
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